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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Hoje..


Fazer os meus cadernos, apesar do prazer que me dão, traz-me sempre a sensação que estou sempre a tirar tempo a alguém. E por mais que tente só roubar esse tempo às minhas horas de sono, sinto sempre dentro de mim esse receio.

Hoje, enquanto fazia esta álbum com a Francisca, olhei para a imagem, achei que o meu lugar não era estar naquela mesa a trabalhar com ela, mas sentadas as duas no sofá e disse:

- Qualquer dia deixo de fazer Mariquitas.

Ela chorou compulsivamente e disse uma frase que nunca vou esquecer.

Então eu percebi que o tempo que pensei que lhe roubava, é o que de mais precioso lhe dou...

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

hoje...

...ficar deitadinha no sofá com a minha Kika, toda a tarde a ver um bom filme enroscadinhas uma na outra, foi a melhor coisa que me podia ter acontecido...

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

"Beisebuque"

Diz a minha Nôno, do alto da sua sapiência que o "beisebuque" é uma casa muito grande, cheia de gente e com um rádio lá dentro. Nôno sabe das coisas.


Ontem, fiz anos, e foi a gente dessa casa que sem dúvida preencheu o meu dia.


São amigos virtuais o tanas, são familia, sem o mesmo ADN, sem o mesmo sobrenome, mas com uma coisa importantissima em comum, amizade uns pelos outros e eu não passaria nunca sem eles. Tenho Tias que adoro, Amigas que me me conhecem e me mimam como ninguém, sobrinhas que adoro e que me preocupo com elas, pessoas que admiro e respeito muito. Mas ontem de uma forma ou de outra estiveram todos presentes, ou nos telefonemas que recebi, ou nos mails que ainda hoje recebo, e isso faz de nós uma familia.


A tal da casa enorme com um rádio lá dentro, mas que nós sabemos que estão sempre lá.



PS- amei a tua mensagem Pedrinho! Contigo partilho o nome, o sangue, o ADN, mas como raio não tens "beisebuque"????

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Há dias...

Por mais amor que sinta pelas minhas filhas, há dias que olho para elas e me reapaixono mais e mais a cada segundo. Tanto mas tanto que me enche o peito de alegria... hoje foi um dia desses.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Dizem que é uma espécie de amizade, essa entre pessoas que nunca se viram...

Foi-me apresentado por uma amiga que nunca vi.
Conheci-o num casamento ao qual não fui, mas que ele descreveu com tal perfeição, que eu esperei pelo dia seguinte para o tornar a ler.

Os dias foram passando e cada vez mais encontrava semelhanças que me cativaram. Mas foram as diferenças que me aproximaram.

Dizem que é uma espécie de amizade. Mas é doce, verdadeira e com muito carinho e admiração.

Amanhã é dia de fazer o pinheirinho. É tradição nesse dia ter uma caixa de chocolates em cima da mesa. Mas amanhã farei um chá, comeremos as espécies e assim teremos mais um amigo à mesa.

Espécies protegidas.

Protegidas de mim, que mesmo com a cremalheira Swarovki, já consegui traçar umas quantas.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Criem, em vós, a alma e o espirito de ainda fazerem as coisas por amor...

Há uns meses atrás escrevi esta frase do Malangatana, num dos cadernos que fiz. Escrevia-a para acompanhar alguém, para que fosse o seu mote quando necessário. As vezes faço isso não só porque me pedem, mas porque acredito na palavra escrita.

Hoje recebi esta prenda, que como diz uma amiga minha, é um raio de sol.
Fez-me rir, fez-me chorar e principalmente fez-me pensar...
Pensar que realmente só vale a pena fazer as coisas por amor.

Hoje esteve mesmo para ser mais um dia, até que alguém resolveu ensolarar o meu.

domingo, 6 de novembro de 2011

Naquele tempo...

Houve um tempo em que nós vivemos com pouco dinheiro. Tão pouco, que comprar um vidro para uma porta podia fazer diferença. E todas as noites, depois de jantar, os cinco ajudávamos a "restaurar" a loja. Enquanto todos se ajudavam o meu Pai pacientemente retirava pedacinho por pedacinho de autocolante daquele vidro, noite após noite.

Um dia retirou finalmente todos os pedacinhos, mas ao limpar o vidro, o vidro partiu-se. Acabamos a noite a rir, mas tanto que ainda hoje se fala no assunto.

Sem vidro. Sem dinheiro, mas os cinco a rir...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Olha...

Ontem li uma frase que dizia:

" Volto já. A pessoa que morava dentro de mim já não se encontra aqui."

Foi então que me deu uma vontade enorme de abrir o blogger...

É que a pessoa que mora dentro de mim está toda aqui.

sábado, 20 de agosto de 2011

Por estes dias...

... o meu irmão disse-me timidamente que eu escrevia bem.

E naquele segundo, ganhei um Nobel da Literatura.

sábado, 16 de julho de 2011




Ás vezes, quando as minhas filhas perguntam pelo Avô que nunca conheceram, eu costumo dizer que Jesus o mandou chamar porque precisava de companhia para pescar.

Hoje, foi dia de nova chamada. Seja lá onde for, acredito que o reencontro tenha sido animado e de certeza que os petiscos estavam na mesa e as canas prontas para a eterna pescaria.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Tempora mutantur et nos in illis.

Do melhor que me lembro da minha infância, foi de nunca ouvir nem sentir a(s) palavra(a) pressa, stress, limite, atraso, urgência, objectivos, bulling, pedófilia, rapto, hiperactividade, obesidade, diabetes, percentil, trauma, bronquiolites, AVC, FMI...

Eu só me lembro que havia tempo para tudo, o mundo podia acabar no ano 2000, toda a gente queria saber o terceiro segredo de Fátima e provavelmente com sorte no Verão íamos para o Algarve...

Tempora mutantur et nos in illis...

sábado, 21 de maio de 2011

Eu tenho...

Eu tenho a sorte de encontrar no meu caminho, pessoas verdadeiramente excepcionais.
E por mais que a vida muitas vezes nos mostre o seu lado menos bonito, há sempre alguém que nos põe um sorriso na cara.

Mas quando esse sorriso está na cara dos nossos filhos, a nossa felicidade é intocável.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Alice..

Se há coisa que me encanta e me faz feliz é o desenho de uma criança. Tenho guardados montes de desenhos, tanto das meninas como dos meus sobrinhos, guardo um em especial em que o Pedro desenhou a família toda e o Che Guevara no nosso meio e um da Matilde com as suas nuvens extraordinárias que só ela sabe fazer.

Agora junto a esses meus tesouros o desenho da Alice. Olho para ele vezes sem conta e sorrio de todas elas. Sorrio até a escrever este post, porque adorei cada pormenor.

Gosto de sermos todas do mesmo tamanho, gosto do que tenho dentro de mim, gosto de termos todas os braços abertos. Mas gosto mesmo é de saber que a Alice me conhece, sem nunca me ter visto.

Obrigada Alice, um dia que cá venhas estaremos todas de braços abertos!

segunda-feira, 28 de março de 2011

As tulipas da Mariinha.

Perto do Natal, a Mariinha mandou para mim e outras blogueiras uns bolbos de tulipas para plantar. Elas são lindas, coloridas e alegres. E a Leonor e a Francisca andam super entusiasmadas. Elas cuidam, falam e tratam das suas tulipas com carinho e com elas veio também a vontade de plantar, de cuidar e de ver crescer, por isso compramos floreiras e desatamos a plantar begónias, mas já temos outros projectos.

Há uns anos atrás eu não ligava muito a flores, hoje vejo em cada uma delas pequenos milagres, pequenas obras de arte.

Obrigada Mariinha, pelas tulipas, pelo carinho, por ser quem é e partilhar isso conosco.

quarta-feira, 9 de março de 2011

"- Mamã, se eu pudesse trocar, passava eu por tudo o que a Nôno já passou e ainda vai passar..."

E ao ouvi-lo senti uma grande tranquilidade...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Então é assim...

Da próxima vez que eu ouvir alguém queixar-se da vidinha, do preço da gasolina, dos cortes orçamentais, da cabeleireira que cortou um pouco mais, da professora que marca muitos TPC, da publicidade do Pingo Doce, dos quilinhos que tem a mais, do tempo que perde no trânsito, do tempo que está frio, do sol que faz tão mal, eu juro que lhe dou dois tabefes. E também dou a mim se preciso for.

Porque há pessoas, minhas pessoas, que tem muito mais com que se preocupar...

Ela chama-se Isabel e Deus mais uma vez a colocou à prova. E eu tenho a certeza que Ele a escolheu, porque sabe que melhor mãe o Afonso não poderia ter.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Mostrar a casa.

Quando eu era pequena, havia o hábito de mostrar a casa. Sempre que alguém visitava a minha Avó, lá íamos todos em fila indiana mostrar a casa. Não, não era um palacete. Era uma casa pequena, mas a visita demorava imenso.

Tudo era mostrado com minúcia e no fim, qual cereja no topo do bolo, a minha Avó mostrava o quarto do Toninho. A mobília tinha sido herdada da avó da minha Avó e o jarro e a bacia faziam as delicias das minhas tias ávidas, de encontrar nas porcelanas um veio da nobreza já perdida. Eu lembro-me de cada peça de cada detalhe daquela casa, que apesar de estar em ruínas, é a minha casa. Lembro da modéstia em que vivíamos e de como era diferente a casa da minha outra avó, que ostentava 11 quartos. Vazios.

Ontem tive uma visita. E o meu marido perguntou-me se mostrei a casa. Não mostrei a casa, mas mostrei a mesa. A mesa que veio da casa da minha Avó.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Hoje.


Hoje senti o meu peito cheio de orgulho em ti.


Hoje sou a tia mais babada do universo.


Agora descansa, come em condições e volta rápido, sff!


( sim é para ti...um A!! Eu nem o nome consegui decorar e tu um A!)