O Sono - DaliHá dias, que sonhamos acordados...
Nunca me apetece falar de coisas importantes, daquelas que tem mesmo de ser...por isso escrevo.
O Sono - Dali
Esta foto estava hoje na edição on line do Publico.
Nesta foto um imigrante ajuda um companheiro a sair de uma embarcação de resgate à chegada ao Porto de Los Cristianos / Canárias.
Nesta foto sem rostos só se vê sofrimento.
São imagens destas que tornam as palavras desnecessárias.



Muito pouca gente sabe que eu tenho uma irmã gémea.
Somos iguaizinhas, mesmo muito iguais, apenas com algumas ligeiras diferenças:
- a minha irmã gémea, nasceu antes de mim 10 anos;
- a minha irmã gémea é linda, inteligente e muito discreta, eu tenho dias...
- a minha irmã gémea tem uns quilinhos a menos, pronto.... muitos quilinhos a menos, para ser honesta.
- a minha irmã gémea, não ouve a mesma música, nem lê os mesmos livros, nem vê os mesmos filmes, tirando isso temos gostos parecidos.
Escolhia para ser os meu olhos e o meu coração, os meus filhos são os nossos filhos, assim como os dela também são meus. Sinto o seu sorriso sem precisar de olhar para ela.
Por isso eu e a minha irmã, somos gémeas no que verdadeiramente importa: alma e coração.
Costumava esperar religiosamente pelos Domingos, para ver este videoclip no Top +.
Uma semana inteirinha à espera...
Esperávamos também, que a televisão não avariasse, ou a luz não fosse abaixo, que não houvesse visitas nessa hora. Uma semana inteirinha e com direito a TV Rural e tudo...
E agora basta querer!!! Acreditem que me tenho desforrado e muito!





Hoje faz anos uma pessoa muito especial.
Passaram muitos anos desde que a conheço e a admiro. Admiro a mãe que é, admiro a sua frontalidade, bom humor e o espírito criativo, que é imenso.
Não vou pegar no telemovel para lhe ligar, porque nunca o fiz. Também acho que nunca lhe disse o quanto a admiro e gosto dela.
Estas são as minhas flores para si.

De todos os sentidos, o olfacto é para mim o mais importante. Gosto muito de cheirar tudo, não tenho um olfacto apurado nem nada que se pareça. Mas dou mais importância ao aroma que ao sabor. Subtilezas.
Guardo em mim o cheiro das rabanadas da minha avó, como a minha memória mais antiga. Gosto do cheiro dos bebés, dos livros, da madeira, do chocolate, das magnólias. Não uso perfume por vários motivos, mas acho absolutamente deselegante impor um cheiro a alguém. As japonesas tem sempre um frasco de Channel n.º 5, mas não para usar. Subtilezas.
Há cheiros que não conheço. Nunca senti o cheiro da terra africana que tanto ouvi descrever, não sei a que cheira o Ganges nem o Nilo, mas acho que há alguns que os reconheceria sem nunca os ter sentido. Subtilezas.

Hoje, um amigo meu, digo, o meu melhor amigo, proferiu uma opinião muito peculiar sobre a forma como se iniciam as amizades. Tentava explicar que a amizade e o seu futuro talvez esteja condicionada pela forma como começa. Não podia estar mais em desacordo.
Não é a forma que as pessoas se conhecem que vai determinar ou condicionar seja o que for. Não é por conhecer fulano no liceu ou sicrano no pico do Evereste, que a nossa amizade será maior ou menor.
Lembro-me do inicio de todas as minhas amizades. Uns mais convencionais que outros. Mas todos com um elemento em comum.
Quanto ao caminho que essas amizades tomaram, não dependeu certamente da forma como começaram, mas do percurso que tomaram. A viagem...
Esta é a minha opinião, assim é a nossa amizade.
Todos os dias, abro o meu mail. Gosto e faço-o com muito prazer. Recebo de tudo um pouco. Espero sempre por algum. Gosto de mandar fotos, coisas que apreciei naquele momento e que me deu vontade de partilhar, enfim...mimos. Não dou muitas vezes tanta importância ao conteúdo, mas ao facto de naquele preciso momento, nem que seja o instante de clicar em cima do meu nome, aquela pessoa pensou em mim. É importante pensar nos outros, mais ainda que o saibam.
Mas do que eu sinto mesmo falta é de receber uma carta. Dessas verdadeiras, de papel branquinho e que trazem sempre boas novas. Com um selo bonitinho, coladinho com o cuspo de quem me escreve, o verdadeiro lacre de família. Recebi algumas, noutros tempos, que ainda as guardo num cofre que perdi a chave.
Talvez um dia, encontre a chave e as mande para mim, há coisas que vale mesmo a pena repetir.

Choro com a mesma facilidade com que dou uma gargalhada. Não, não tenho uma doença bipolar, apesar de já apresentar certos distúrbios... Mas, as mesmas coisas que me alegram, são as mesmas que me partem o coração.
Amo a minha família e os meus amigos, são os meus pilares. Por isso as suas alegrias são as minhas alegrias e as suas lágrimas são as minhas lágrimas.
Choro também em momentos de felicidade, choro em casamentos, em finais de filmes, enfim, choro por tudo quanto me faz rir.
Hoje abri o e-mail e fiquei com os olhos razos de água. Num tinha noticias de quem está longe e foi tamanha a felicidade que logo tive vontade de chorar.
Outro uma partilha de sentimentos e emoções de alguém que não conheço, mas que de alguma forma, por termos tido algo comum nos emocionamos.
Por isso concluo que só aquilo que me dá alegria me faz chorar, me emociona.
Quando era pequenina, chorava desalmadamente, quando me cantavam os parabéns. Todos me gozavam, acho que nunca ninguém percebeu que chorava de felicidade por vê-los todos juntos. Agora que estou grandinha... disfarço as lágrimas dizendo:
- Lembram-se o que eu chorava quando me cantavam os parabéns?!?
1930 - 2008
Chama-se Carla C. e faz coisa maravilhosas. Durante meses visitei-a para ver se encontrava uma disponível para comprar, et voilá!!!!

Tenho saudades de te ver construir. Das tuas mãos saíam metros e metros de rendas que deixavas cair sobre o teu colo. Enquanto o fazias ensinavas e dirigias. Tudo girava á tua volta com a mesma elegância com que enrolavas a agulha no algodão, com subtileza.
Ainda hoje uso na minha cama as tuas colchas, assim posso sentir-te de noite a cobrir-me.

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O professor A é colocado, mas não pode aceitar porque está em licença sem vencimento, chega o professor B que apesar de aceitar tem problemas de saúde e mete um certificado de incapacidade temporária. Eis que chega o substituto, o Professor C que fica colocado colocado a 380 Km de casa, solução: mete um certificado de incapacidade temporária. Por isso mando vir outra alminha, o professor D, que só por acaso está aposentado...
Entretanto os meninos estão sem aulas... mas não tem mal, as senhas já chegaram!!!
Agradecia que não colocassem falecidos, são difíceis de contactar, não atendem telemóveis.
