Trata-se de uma questão simples, será que alguém nos conhece? Será que nós nos conhecemos?
Costumo comparar o ser humano aos contadores, aqueles armarinhos cheios de gavetas com uma simetria perfeita. Cada gaveta é uma parte de nós. Uma parte que queremos dar a conhecer, uma parte que alguém insiste em conhecer ou simplesmente deixamos escapar.
Existirá alguém que tenha acesso a todas essas gavetas em simultâneo? Teremos nós mesmos essa chave? Não acredito, nem quero.
Acredito que alguns abriram mais ou menos gavetas. Acredito que muito poucos tem acesso a muitas gavetas. E acredito também, que da mesma forma que há gavetas que nunca se abrirão, também as há com fundo falso, a gaveta dentro da gaveta...
Por isso, eu me confesso.
Eu não me conheço.
Mas tem sido um prazer descobrir gavetas que nem existiam.
















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