Outra das pessoas que eu tenho imensa pena é da nossa pediatra.
A senhora é uma pessoa excelente, uma médica excepcional, mas teve o azar de nós gostarmos dela...
Há cinco anos, desde que ela fez o parto da Francisca, que se tornou nossa pediatra. Desde então quase todos os meses a senhora sofre a nossa visita. E digo sofre, porque sofre mesmo... quase agoniza!!!
Primeiro, como já aqui foi dito, nós somos muito barulhentos. Vamos sempre os quatro às consultas o que só piora as coisas.
Mal lá chegamos, desestabilizamos tudo, são os sacos, as mochilas, os casacos o carro da Leonor, isto é, tanta tralha que só nós ocupamos 80% da sala de espera. A Francisca vai brincar, a Leonor desata a gritar e o meu marido vai "massacrar" a menina Isaura, com as perguntas mais hilariantes do mundo. Aí começa o verdadeiro stresse, quando a menina Isaura começa a pedir para ele não a stressar...
Quando a Francisca esgota as brincadeiras possíveis com os brinquedos que por lá andam,começa o massacre... gosta de dar concertos!!! Quer cantar alto e quer que eu a acompanhe...
Por esta altura já a Leonor se fartou de gritar, espernear, dizer incessantemente olá aos outros pacientes. E o meu marido, de revista na mão, começa a pedir para eu a afastar dos outros putos por causa dos contágios. Então eu tenho tenho que tentar acabar com um possível mega concerto e encontrar manobras de diversão para a mais jovem Palestiniana. É aí que entra o lanche...
Mas quando lhes começo a dar o lanche, somos chamados para o consultório.
Sempre amável e com um sorriso nos lábios, lá vê a Sra. Doutora, entrar um desfile tipo Circo Mérito. Durante toda a consulta a Leonor chora, a Francisca tenta bater o record do Fidel Castro no seu discurso de 7 horas e o meu marido incentiva a médica a falar das suas viagens intercalando o discurso com perguntas, que não lembra a ninguém.
Eu tento gerir tudo isto e ainda prestar atenção às indicações da médica... não é fácil, acreditem.
Quando acaba a consulta estamos todos transpirados, a médica já está de porta aberta com cara de desespero e a menina Isaura de recibo na mão.
É pagar, e andar rumo ao Norteshopping, onde se janta em dias de consulta.
E aí, no Nortshopping começa o verdadeiro desespero, mas... falamos depois sff.