sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Vejam só...


São dois balões.

Mas não são iguais. O dele é vermelho e ele mostra-o. Ele mostra-o e ela observa-o.

Ela sabe que o dele é mais bonito. Por isso ela prefere ver o dele que mostrar o dela.

Mas eu acho os dois lindos. Mas não tiro os olhos do vermelho.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Momento PKP do dia...

Na reunião de pais do Jardim de Infância, uma mãe estava indignada porque punham a filha de quatro anos a dormir à tarde.

- "É que a menina a dormir não produz. E não tarda nada vai para a escola e tem de produzir. Estar ali uma hora deitada sem produzir não é saudável!!!"

Momento cómico do dia...

Estacionei o carro em frente a um café. Estavam dois homens a conversar:

- "O meu filho, o Inverno passado apanhou umas dioptrias, que se viu f......... para se livrar delas!"

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Eu JS, me confesso...

Eu adoro lojas de conveniência.

Adoro, adoro, adoro. Vou pagar a gasolina e tenho logo sede, vejo logo um chocolate que gosto e uma ou outra revistinha que não li.

Para não falar daquelas camurças e todos aqueles produtos fabulosos para limpar o carro...

Eu sei que não o lavo nem limpo o carro, mas os produtos são bonitos que se fartam...

Desculpem, mas tinha isto guardado dentro de mim a querer gritar.


domingo, 11 de outubro de 2009

De que são feitos os sonhos...

Gosto de sonhar. Sonhar renova-me e inspira-me.

Sonhar leva-me até lá onde nunca fui, sonhar faz-me muitas vezes parar por aqui.

Sonho repetidamente contigo quando estou em apuros, sonho que corro naquela casa enorme por corredores sem fim. Sonho que salto, salto e salto até acordar cansada.

Mas há outros sonhos.

Daqueles que sonhamos acordadas, quando estamos bem quentinhas e confortáveis. Aí temos nós o comando na mão, somos nós que guinamos o volante, é na nossa mão que o vento sopra.

Curiosamente nestes sonhos, sonho mais com o estar do que com o ser ou ter.
Curiosamente nestes sonhos, o mar está sempre presente.
Curiosamente nestes sonhos, eu continuo sem saber nadar...


sábado, 10 de outubro de 2009

Dois abraços...


A Maria Teresa e a Charlotte mandaram-me um abraço!

E se um abraço virtual ou real é sempre bom receber, dois nem se fala!!!

Por isso vou responder ao que me perguntam...

1 - Quem mais gostas de abraçar no presente?

As minhas filhas. São os meus amores incondicionais, dão-me cabo da cabeça mas não passo um dia sem aqueles abraços suados e apertados. E nada me emociona mais que sentir o conforto delas no meu abraço.

2 - Quem nunca abraçarias?

Não faço a mínima ideia... Acho que nunca abraçaria alguém que magoasse as minhas filhas, os meus irmãos, a minha família e os meus amigos. Acho que não abraçaria quem não me olhasse de frente. Acho também que não negaria um abraço a ninguém. Que pergunta difícil!!!!!

3 - Quem davas tudo para poder abraçar?

Seja lá o que o tudo for...dava tudo para poder abraçar a quem nunca mais o vou conseguir fazer.

Mas agora e aqui os meus abraços são para todos vós que por aqui passam e me fazem companhia. Mas fica aqui um abraço especial à minha Ritinha que tem o seu estaminé, temporariamente fechado e que me faz muita falta visitar.

Aquele abraço!











domingo, 4 de outubro de 2009

Agora sim!

Agora percebo porque é que o slogan do IKEA é... viva mais a sua casa.

É que enquanto tentamos montar o que lá compramos, não conseguimos sair de casa!!!

PS- vim aqui antes de endoidecer.
PS1 - perdi 5 parafusos.
PS 2 - Tenho consciência que não vou conseguir e que a minha sanidade mental está afectada.

PS3 -Estou completamente.....isso!!!

sábado, 3 de outubro de 2009

Das duas uma...


... ou se enganou no Marquês ou se enganou no pecado.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Senhores Professores deste País...


Se amanhã, logo pela manhã receberem um telefonema aqui da JS, a dizer que ficaram seleccionados para dar aulas na minha escolinha....aceitem por amor de Deus!!!

E já agora, deixem-se ficar lá uns tempos. Nada de denuncias, renuncias, desistências e outras coisinhas mais.

Eu sei que a vida está difícil e cada um tem de fazer por si, mas a minha assim está impossível.

E amanhã, vá lá só amanhã eu queria trabalhar um bocadinho, naquelas coisas normais que tem mesmo de ser e já devia ter sido feitas há muito.

E já agora... podem fazer-se acompanhar de ovos moles, bolacha americana e chocolatinhos de preferência com mais de 70% de cacau, é que aqui a JS a açúcar, trabalha que é uma maravilha!!!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Hoje...


1 - A Leonor tomou ao pequeno almoço 250 ml de leite, uma bolacha e dois panados.

2 - Fui votar e entreguei o Cartão de Cidadão da Leonor e a carta da DGAI e ninguém reparou que não era eu...

3 - Como vamos comprar um carro maior, o meu marido informou-me que vai alargar o portão da garagem e colocar outro grande em frente,

4- Encontrei um amigo que não via há anos e em 30 minutos cuscamos a vida de um liceu inteiro.

5 - Está a chegar a meia noite e começo a ter vontade de comer um cozidinho de pescada (eu odeio pescada...)

6 - Isto é o que eu chamo um Domingo ansioso pela Segunda.

A melhor busca...


... porque acho que fiquei sem elas.

domingo, 27 de setembro de 2009

Olha...

Eu sei que já postei este video. Mas hoje é o dia perfeito para a voltar a ouvir.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Flores...

Hoje acordei com a música dos Titãs na cabeça.

E pensei nas últimas flores que recebi. Eu gosto de receber flores, verdadeiras, acabadas de colher, sem passarem pela florista sff.

Não gosto de ramos de florista. Daqueles cheios de coisas que não flores. Também não gosto de flores requintadas, eu também não o sou.

Mas o melhor de receber flores é o sorriso que as acompanha. Quer seja um sorriso de orelha a orelha com um malmequer amachucado entre as mãozinhas transpiradas, quer seja um ramo de flores a esconder aquele sorriso. E digo aquele porque não consigo adjectivar o sorriso de um homem a oferecer flores.

Não que as tenha recebido de várias mãos, mas das poucas que recebi aquele sorriso era quase idêntico. Era um misto entre a malícia e a expectativa da reacção de quem as recebe. É um sorriso de menino.

Por isso hoje só vi flores, mesmo onde achei que nem terra havia.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A cortina invisível.

Entre eu e tu.

Entre tu e eu.

Entre nós ou entre eles.

Entre um homem e uma mulher.

Entre dois homens ou entre duas mulheres.

Entre todos ou entre alguns...

Existe por vezes uma cortina invisível que não nos deixa comunicar.

Ver e ouvir não basta.

Basta!!!

domingo, 20 de setembro de 2009

Às vezes...

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O meu marido...



O meu marido, a semana passada ligou-me a perguntar se eu conhecia a Ana Montana.

O meu marido, esta semana chamou-me à cozinha para me perguntar se eu achava que nos dias de hoje o Pedro e a Heidi casariam.

O meu marido, anda a ler revistas de 1995 e comenta como se fossem actuais...

Não sei o que vem a seguir....mas estou com medooooo, muito medooooo!!!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Eu sei, mas não devia

"Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas logo se acostuma acender mais cedo a luz. E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá pra almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos. E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer filas para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra. A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes. A abrir as revistas e a ver anúncios. A ligar a televisão e a ver comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. A gente se acostuma à poluição. As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. A luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. A contaminação da água do mar. A lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta. A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e, que gasta, de tanto acostumar, se perde de si mesma."
Marina Colasanti
PS - sem pausas, assim a gente também se acostuma.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Olha só...


O menino encantou-se de tal forma com a menina que nem notou que largou o balão...
E o balão? Também olha a menina, mas não quer ser largado ou... está de tal forma encantado que nem notou que o foi.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Isto só a mim....



Quem me conhece sabe que adoro docinhos!!! Então numa festa guardo o apetite para a mesa dos doces e dos queijos.
Sábado, estava aqui a JSzinha a salivar perante uma mesa de doces e a partir delicadamente uma fatia de um quindim delicioso que teimava em não vir para o meu prato, quando a senhora que estava ao meu lado olhou para mim e disse:
- Você não se despacha, c@aralho!!!
Priceless, meus caros... são estas pérolas que me fazem adorar ir a casamentos.

A minha Ritinha.

Há pessoas especiais. Pessoas com quem sentimos afinidades imediatas, que por este ou aquele comentário que fazem, nos chamam atenção e nos cativam.
Com a Ritinha foi assim. Blogue à primeira vista! Mal lá entrei fiquei viciada...sempre festas, vestidos bonitos e colegas de trabalho girissimos. Depois com o tempo fui "conhecendo" a Ritinha, fui vibrando com as suas alegrias, e me preocupando com as suas angustias.
Depois, parafraseando a própria...blá, blá,blá!!! Et voilá, finalmente as duas frente a frente na minha cidade de primeira!!!
Adorei ter conhecido a Ritinha, foram algumas horinhas de boa disposição, conversa animada e dicas fantásticas, partilhadas com a minha Noquinhas que estava em casa cheiiiiiinha de ciúmes!!!
A minha Ritinha é mesmo como eu pensava, talvez por isso achei que a conhecia desde sempre. É gira, tem sentido de humor, uma energia positivíssima e cativa toda a gente.
Mas quando a vi à minha frente a jantar, pensei:
- Ela é mesmo uma menina-mulher do Cutileiro...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Para o Rui.


Rui,

hoje entraste neste blogue e fizeste comentários com muita ternura. Conheceste a minha Avó, conheceste a minha casa, a minha vida, a minha família e foi muito bom sentir que aquilo que foi e é, muito importante para mim, também o foi para ti.

Talvez tivéssemos aprendido juntos a ler, naquela sala com paredes verdes, talvez te lembres das minhas tranças, talvez te lembres que eu era uma chorona, mimada....que vergonha!!!!

Por isso escrevo este post. Primeiro para agradecer a gentileza das tuas palavras em cada comentário e depois porque gostava mesmo de saber quem és.
Se um dia voltares a este blogue e se não for de todo um inconveniente para ti, faz-me o favor de me enviar um mail a dizer quem tu és!

A vida tem destas coisas. A blogosfera também.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Ai que medoooooooo

Nunca fui uma pessoa de me assustar com a vida. Nunca fui pessimista e sempre tive uma atitude positiva tanto em casa como no trabalho.
Mas este ano estou em pânico!!!! É verdade, por mais que me tente organizar em casa e na escola está difícil. Por isso começo a pensar que estou a um passo da senilidade ou da loucura...
Os primeiros sintomas são o esquecimento, depois começo a não conseguir dizer "trezentos gramas de fiambre de frango Campofrio" e por fim começo a delirar com comida...
Hoje, apercebi-me que estou muito pior do que pensava...é que estava a dar banho à Nôno e a trautear:
"- Vamos brindar ao vinho verde que é do meu Portugal...."
É caso para dizer, PKP tenho de mudar de Ministério!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A minha Nôno...

Hoje disse:
- Ami-ti, mamã!

Estão a ver essas dobrinhas?!? Trinquei-as todas...


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A Manuela.

Quando toca a ajudar alguém, acho que o ser humano se divide por tipo de comportamento.
Há aqueles que são indiferentes, que passam e nem olham.
Há os outros que ajudam, pensam naquilo, guardam as imagens e à noite quando confortáveis nas suas casas tentam esquecer o que viram.
E depois há um outro tipo de pessoas, aquelas que dão, ajudam e estendem a mão, mas não num acto isolado. Que tem um projecto, onde a ajuda é contínua. São pessoas empreendedoras que não ficam pelas palavras.
Eu gostava de ser assim, mas não sou. Ajudo quem me pede ou quem precisa. Mas não sou capaz de ir mais além. Nunca fundei nenhuma associação, nunca liderei um movimento, nunca fui aquilo que admiro noutras pessoas.
Graças a Deus, não são todos como eu. Existem pessoas assim.
Eu gosto da Manuela por esta e por outras razões.
Bora lá toda a gente a clicar aqui sff!

sábado, 5 de setembro de 2009

Hoje...

Uma Senhora contou-me, que usa sempre algum pertence da sua mãe. Por vezes até usa um bâton que ela guardou. Disse-me que quando o usa, sente que recebe um beijo da sua mãe.
Há pessoas assim, que numa só frase nos enchem de amor e poesia.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Eu precisava tanto de um dia aqui!!!!


Eu dormia tanto, mas tanto nesta caminha...
Que não havia leãozinho nenhum que acordasse a JS...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Ju & Lu

Ju - Lu!!! Estão a ligar da Apúlia que não receberam o nosso mail...

Lu - Impossível!!!! Eu enviei...até te digo a hora foi às 10h38!!!

Ju - A colega diz que não recebeu.... Confirma aí o endereço: ____________@yahoo.com

Lu - Foi o que eu mandei!!! _______________@iau.com


Passei literalmente dois dias a uivar, iauuuuuuuuuuuu!!!
E ainda estamos no início do ano, lá para Dezembro nem uivar consigo

Eu sou a quinquagésima sexta, pá!!!!!

As minhas sabrinas estão na Saltos!!!!
Agora fiquei com vontade de fazer mais algumas....

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Então é assim...

Fui a uma festa onde várias vezes me chamaram JS.


Senti um vazio enorme ao ouvi-lo. Senti falta do falamosdepois...


Este é o meu blogue, eu sou a JS, aquela é a minha cara.


Posso criar 35712 blogues, usar outros nomes e outras caras, mas é aqui que eu sou eu.



Volto atrás, sim. Dou o dito por não dito, como alguém sugeriu. Acho que aqui como na vida real, devemos seguir o nosso coração, devemos dar prioridade aos amigos e a quem nos quer bem.



Por isso meus caros estou de volta. Destapo a mobília e abro-vos a porta.


Eu sou a JS e estou de volta a casa.

1,2,3....


experiência...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Acabou.


Antes de fazer um ano este blogue chegou ao fim.
Foi muito bom ter criado este lugar, foi um caminho muito positivo, mas tudo tem o seu fim. Todas, ou quase todas as noites me sentava numa cadeira da sala de jantar e escrevia apenas à luz de uma tv muda. Era o meu momento de lucidez do dia. Era a minha revisão diária do que tinha feito, dito, sentido ou ouvido. Houve momentos em que a escrever me ri como uma tola, outros momentos que chorei a cada palavra que escrevi. Mas tudo que aqui foi dito foi real, nem uma linha de ficção.
Este blogue serviu para muitas coisas. Serviu para deixar recados, para fazer alertas, para mostrar sentimentos, para elogiar e para acarinhar. Conheci pessoas excepcionais e criei laços que, apesar de virtuais eu os considero fortes.
Também tive o reverso da medalha. Também serviu para me arreliar, para me controlar, para de uma forma subtil ou não violarem um terreno que considero sagrado. Odiava ouvir a frase única e seca de " Hoje li o teu blogue."
Não posso deixar de pedir desculpas a quem me deu prémios que eu acabei por não publicar, nomeadamente a Mariinha, a Sónia, a T2, a Sakura, a Nána e a Susy, mas eu sou muito preguiçosa, vocês sabem...
Vou andar por aí, vou acompanhar a gravidez da Ana C., vou querer saber as notas da Izzie, não vou perder nem um dia do blog da minha Ritinha e da Maria M., nem do humor único do meu Tio do Algarve. Mas aqui a casa vai estar fechada.
Quem me conhece sabe onde me encontrar. Quem me conhece muito bem, sabe que continuarei a escrever nem que seja na toalha de papel de um restaurante.
A mobília ficou coberta. A chave levo-a comigo.
Até sempre.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Brincos.


Quem me conhece sabe que gosto de brincos.
Quem me conhece muito bem sabe que não vivo sem eles, que me sinto nua de orelhas vazias.
Quem me conhece sabe a quantidade de brincos que andam cá por casa.
Quem me conhece muito bem sabe que eu acho que até nem tenho muitos.
Quem me conhece sabe muito bem que tipo de brincos eu gosto.
Quem me conhece muito bem sabe que uso pérolas quando me sinto insegura.
MAS...
Quem me conhece sabe que agora eu quero este relógio.
Quem me conhece muito bem sabe o que eu quero gravado no verso.
PS- quem me conhece muito bem também sabe que sou de ideias fixas!

terça-feira, 28 de julho de 2009

A minha Nônô...



Uma vez vi num documentário que a nossa herança genética é composta exactamente por 50% do pai e 50% da mãe.

Ora tendo sido ambos os progenitores os maiores "morcões" que esta cidade já viu, como é que nós conseguimos ter uma filha como a Nônô?!?!

PS- a foto é da net, porque eu quando usava soquetes o meu marido já tinha barba...

sábado, 25 de julho de 2009

O meu coração.

Um dia alguém disse que usar um coração era revelar um grande amor. Achei lindo e comecei a adorar usar corações.
Gosto deles grandes, vistosos e originais. Quando vi o primeiro coração da Sónia, adorei. Pedi um e ele fez esta maravilha.
Quando chegou fiquei muito tempo com ele na mão. Gostei da cor azul, porque me lembra o mar, porque me lembra o Porto a cidade do meu coração. É um coração do Minho de que tanto me orgulho. Gostei do material, forte e delicado. Gostei do interior, dividido, preso, amarrado e ao mesmo tempo preenchido. Gostei das partes vazias, ausentes, transparentes.
Olhei para para este coração e vi o meu.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Quinta - Feira.

Quinta-feira era o nosso dia.
Manhã cedo, chegavas tu à hora marcada e eu esperava sentada na cadeira da mãe. Sorrias e invariavelmente dizias onde tinhas deixado o carro.
Pegava numa nota do cofre e subíamos a rua rumo à feira. Lado a lado, como todo o caminho se faz, o percurso era sempre animado. Sabíamos por onde entrar, em que tendas parar. Eu sei o que tu gostas e tu sabes o que eu gosto...cumplicidades.
Reservavas aquelas manhãs para nós, como uma mãe reserva algum tempo a sós para o primeiro filho, quando nasce um segundo. E era por essas manhãs que eu esperava uma semana inteira. Comprávamos tudo ou nada, muito ou pouco o importante era ir, era estarmos juntas. De regresso a casa mostrávamos as pechinchas, quase sempre verdadeiramente fantásticas.
Hoje voltou a ser quinta-feira. Não esperei por ti na cadeira da mãe, nem tu me disseste onde tinhas o carro. Mas fomos à feira lado a lado.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

terça-feira, 21 de julho de 2009

Há dias...

Há dias em que abro o meu mail e a minha boca fica aberta mais de meia hora.
Há dias em que abro o meu mail e o meu sorriso fica na minha cara todo o dia.
Há dias em que abro o meu mail e tenho uma vontade súbita de vir aqui postar a palavra passe.
Há coisas na vida e há coisas no meu mail, que não lembram a ninguém!!!

Férias grandes...

Hoje lembrei-me de quando as férias eram grandes.

Todos os anos a família ia de férias. Avós, tios, primos, empregada e vizinhos inclusive. Alugava-se uma casa, que invariavelmente tinha menos quartos que o necessário.

O meu pai tinha uma carrinha Opel laranja metalizada. Os bancos em napa preta aqueciam tanto que nos queimavam as pernas a toda a hora. O meu pai fazia várias carradas para que nada nos faltasse. Íamos oito num carro, num tempo onde cintos de segurança e cadeirinhas auto não faziam parte do dia a dia.

Eram meses fantásticos, o dia todo na praia, a minha mãe e a Avó Linda a fazer crochet de saia vestida e o meu irmão a perder-se quase todos os dias. Usavamos Nivea na cara e comíamos a sopa na praia. Passávamos o dia de chinelos de meter o dedo, e à noite depois do banho o fato de treino azul escuro, de sempre. No fim do dia chegava o meu pai, com o carro cheio outra vez, mas de bolos para a sobremesa.
O serão era passado a jogar cartas ou a cantar e quando chegava a hora de dormir começava a verdadeira animação.
O meu pai assustava o meu Avô que morria de medo de estar num sitio isolado, o meu Tio Manel dormia de venda por causa da claridade e toda a noite resmungava que não se podia dormir assim. O meu Tio Toninho, tinha de passar por cima do meu irmão e do meu Tio Manel para ir à casa de banho, por isso fazia sempre xixi pelo caminho. A minha Avó ia limpar e a minha mãe tinha ataques de riso até às lágrimas. O meu cunhado acampava em frente a casa, era o único campista do mundo que usava berbequim para colocar as espias.
As férias eram sempre assim divertidas, descontraídas e animadas.
E eu que vou meter as meninas num aeroporto cheio de vírus, passar as férias a vestir e a despir vestidinhos e lacinhos no cabelo, estou com uma vontade danada de alugar uma casa na Apúlia, andar de chinelos dia e noite e comprar baldinhos de praia todos os dias na Sargaceira.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Era suposto....

Eu passar uns dias assim...
Mas nem uns, nem um!!!!
A GASTEROENTRITE VOLTOU A ATACAR.
Começo a achar que é alguma coisa pessoal...
Estou com uma neura tão grande, mas tão grande que nem vos conto.
PS - Eu não uso chapéu, mas tudo o resto está próximo da realidade.

domingo, 19 de julho de 2009

Eu quero!


A ideia era criar os sapatos que a Cinderela de hoje usaria no "baile"...
Eu de Cinderela tenho muito pouco, de princesa menos ainda, mas tenho para mim que ou esta maravilha me vem parar aos pés ou vamos ter problemas...
PS - argumentos do género...plástico faz cheirar a chulé ou daqui a duas semanas já há isso na loja do chinês, não são válidos.

sábado, 18 de julho de 2009

Era uma vez...


Há muitos anos atrás eu vivia nesta rua. Nesta rua havia uma loja da nossa família. Tinha portas azuis, tecto folheado a ouro e as paredes eram pintadas a rabo de bacalhau. Tudo era antigo, tudo se tentava conservar, de tal forma que uma visita guiada era uma verdadeira viagem numa máquina do tempo.

Usávamos sempre as louças antigas, da fundação da casa. Na montra quase sempre as terrinas com o nome do fundador, do tempo em que Manuel se escrevia Manoel e Joaquim era um nome delicado. A terrina mais pequena era destinada à chila. Era uma das peças preferidas da minha mãe, aquela terrina quanto mais desejada era pelos clientes, mais importante se tornava.

Um dia, era eu pequena e parti a terrina. Parti em mil pedaços. E foi de tal forma grave que os restos da terrina misturados com a chila se confundiam com as minhas lágrimas. Mas houve alguém que viu, e colou meticulosamente cada pedacinho, de tal forma que semanas depois ela voltou ao lugar de sempre.

Hoje lembrei-me de tudo isto. Lembrei-me também da jarra da Avó Linda, da saboneteira do quarto do Toninho, e de tantas outras coisas que parti e vou partindo...

Lembrei-me também que já não existe aquele tecto, que as pinturas foram destruídas e que as portas azuis foram partidas.

Curioso... a terrina da chila, essa permanece intacta.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Olha só...

A minha amiga do Toque de Magia, fez-me esta caixa linda!!!

Foi uma surpresa excelente ver a JS, bebezinha linda numa caixinha de sonho...quase mágica!

Agora guardo nela os meus brincos e dentro de mim o privilégio de a ter recebido.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Cuidado...

Nunca façam a depilação depois da vossa esteticista se ter zangado com o marido!!!!

Nunca!!! Eu sei do que estou a falar....

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Não gosto.


NÃO gosto do NÃO. Daquele NÃO sólido, proferido sem hesitação. NÃO gosto e quase nunca o digo. O meu NÃO nunca vem só. Faz-se acompanhar da lógica, da minha lógica, dos meus argumentos. O meu NÃO é sempre pensado, o sim quase nunca. O NÃO quando o digo, nunca é simples, nem porque NÃO. O meu NÃO é complicado, de dizer, de sentir...
Muitas vezes disse NÃO. Muitas vezes voltarei a dizer NÃO. Mas tenho sempre em atenção que o digo a alguém, há alguém que ouve e pode não o querer ouvir.
Mas há dias em que o meu NÃO é frio, absoluto e inalterável. Mas esse NÃO só o digo a mim.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Explicação do post anterior.

Não tenho.
Aconteceu, não percebi bem como e só dei por ela ao ver os vossos comentários a cair no meu mail.
Parece de doidos mas é verdade. Contudo agradeço desta forma, a todos aqueles que comentaram um momento de insanidade aparente. É bom saber...
Mas pensando bem, com a qualidade que este blog anda a ficar, mais vale não escrever nada.
Este ponto final, mesmo que involuntário, parece que foi o mais "profundo" que escrevi nos últimos tempos.

sábado, 4 de julho de 2009

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Era uma vez...



Eu adoro histórias de amor. Hoje contaram-me esta:

"(...) quase quarenta anos depois, ele regressou a Portugal e voltaram a ficar juntos."

E como é que se vive entretanto?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Mas para que fui eu lembrar-me disto?!?



Eu já me conheço... há coisas que não me podem passar pela cabeça!!!

Até nas flores do jardim já pensei...

Agora ou vai ou racha, até aparecer outra coisa mais interessante...duvido!!!

Nem é por mim, é que eu tenho duas meninas...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Isto só a mim...

Cenário 1 - Festa de Finalistas da Francisca, a família sai de casa toda janota. Eu de vestidinho e salto de 2 cm!!!
Cenário 2 - Dentro da capela do colégio, fralda mal colocada, a Leonor faz xixi por mim abaixo. Mancha enoooorme no meu vestido, urina a cair-me pelas pernas abaixo até aos sapatos.
Cenário 3 - Leonor não tem muda de roupa no saco, pavoneia-se nos claustros só de fralda e blusa...
Cenário 4 - Leonor volta à capela, arranca os pelos do avô do Nuno e sai...
Cenário 5 - Leonor descobre os genitais do pai de outro finalista e aperta-os como se não houvesse amanhã...
Cenário 6 - Leonor volta à capela e dirige-se ao altar, para cantar com a irmã.
Cenário 7 - Começa o lanche e a Leonor encosta a barriga à mesa e engasga-se com os rissóis.
Cenário 8 - A festa está boa Leonor não quer ir para casa, não quer colo, não quer mão, só quer correr estrada fora à chuva. Não quer pijama, não quer dormir....
Próximo cenário - mais uns dias assim e eu entro em astenia crónica!!!

sábado, 27 de junho de 2009

Reza do Malandro

Eu queria que Deus me desse férias
Ao menos uma vez por semana
Que não se preocupasse comigo
Pois se esquecendo de mim
Ao menos uma vez por semana
Eu fico fora do seu olho grande
E posso ter por exemplo
Os meus sábados
Só para bobagens
Não contra Ele que jamais
Consentirei seja ofendido
Mas para eu fazer minhas tolices
Cá a meu modo
Ao menos uma vez por semana
Sem que ele precise saber ou tomar nota
Pois são tão fúteis
Tão bobas
Tão bobas mesmo
Que só de pensar que Deus toma nota
Perco até o gosto…


Aníbal Machado, A arte de viver e outras artes (Graphis, pg. 54)