Eu sou do Norte, falo como uma mulher do Minho e digo tudo em "bês" e carrego nos "a" como ninguém. Ocasionalmente uso o carago como ponto final. E gosto, gosto porque sou assim, mas adoro ouvir as minhas sobrinhas que falam a cantar, adoro o sotaque dos Ponto Santenses, da minha querida Alfândega da Fé e de muitos muitos outros...

O meu professor agora é um politico. Voltei a vê-lo há dias na televisão. Sem sotaque. Eu percebo a razão daquela ausência, mas ele pareceu-me mutilado.
É certo que não o vi. Continuei a fazer o que estava a fazer. Nada me prendia a atenção num homem que outrora eu ouvia duas horas seguidas com imenso prazer.
Eu percebo, mas não aceito. Cada um é como é, carago.










































