É possível que nunca venhas a ler isto. É possível que algures no tempo, entre o tempo de tu aprenderes a ler e eu deixar de escrever, tudo isto desapareça. Mas hoje é importante que te diga como tu és importante para mim.
Escrevo ao som de uma música que não toca, para que não acordes e quando te vejo tão grandemente pequena, numa luta entre os lençóis, a falta de chupeta e o sono, olho para ti e vejo-te grande. Grande como sempre te vi, mesmo quando tinhas dois quilos e cabias na palma da minha mão. Grande, mesmo quando o percentil só tinha um digito e tu não sabias respirar.
Grande Nôno, sempre grande e nunca frágil. Sempre de olho aberto e cheia de força.
Até agora só aprendi contigo, é certo que te ensinei algumas coisas, mas quem mais aprendeu fui eu. Todos os dias me mostras que há vários caminhos e o mais fácil não é para ti, mostraste-me o significado de palavras que só conhecia do dicionário e acima de tudo, és sem sombra de dúvida o meu milagre.
Agora nána. Amanhã acordo-te com um beijo e no meio dos meus braços mesmo sem muitas palavras tu saberás tudo o que deixei aqui escrito.
"Ami-ti, Nôno!"
Grande Nôno, sempre grande e nunca frágil. Sempre de olho aberto e cheia de força.
Até agora só aprendi contigo, é certo que te ensinei algumas coisas, mas quem mais aprendeu fui eu. Todos os dias me mostras que há vários caminhos e o mais fácil não é para ti, mostraste-me o significado de palavras que só conhecia do dicionário e acima de tudo, és sem sombra de dúvida o meu milagre.
Agora nána. Amanhã acordo-te com um beijo e no meio dos meus braços mesmo sem muitas palavras tu saberás tudo o que deixei aqui escrito.
"Ami-ti, Nôno!"


































