quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O cheiro.



De todos os sentidos, o olfacto é para mim o mais importante. Gosto muito de cheirar tudo, não tenho um olfacto apurado nem nada que se pareça. Mas dou mais importância ao aroma que ao sabor. Subtilezas.

Guardo em mim o cheiro das rabanadas da minha avó, como a minha memória mais antiga. Gosto do cheiro dos bebés, dos livros, da madeira, do chocolate, das magnólias. Não uso perfume por vários motivos, mas acho absolutamente deselegante impor um cheiro a alguém. As japonesas tem sempre um frasco de Channel n.º 5, mas não para usar. Subtilezas.

Há cheiros que não conheço. Nunca senti o cheiro da terra africana que tanto ouvi descrever, não sei a que cheira o Ganges nem o Nilo, mas acho que há alguns que os reconheceria sem nunca os ter sentido. Subtilezas.

3 comentários:

Carlos Teles Grilo disse...

O cheiro deve ser o sentido mais apurado que há em nós... se há algo que me faz viajar no tempo (que eu adoro) ... é ele!

Anónimo disse...

O cheiro da terra africana nunca senti, mas reconheço o cheiro da terra molhada, que com os pés descalços tantas vezes pisei...o cheiro das maçãs verdes, o cheiro da época natalícia...o cheiro de um bébé...
Alguns perfumes reconheço o aroma à distância, e tenho que admitir que há de tudo...alguns até causa dor de cabeça, outros são bem agradáveis de sentir...
Eu por exemplo difilmente saio de casa sem perfume...

Anónimo disse...

Não era para ser anónimo... mas deve reconhecer que hoje não foi de todo um bom dia!