Janeiro está no fim
Há 5 minutos
Nunca me apetece falar de coisas importantes, daquelas que tem mesmo de ser...por isso escrevo.
Olha, o Natal é mesmo isto.
Houve um tempo em que nós vivemos com pouco dinheiro. Tão pouco, que comprar um vidro para uma porta podia fazer diferença. E todas as noites, depois de jantar, os cinco ajudávamos a "restaurar" a loja. Enquanto todos se ajudavam o meu Pai pacientemente retirava pedacinho por pedacinho de autocolante daquele vidro, noite após noite.

Ontem li uma frase que dizia:
... o meu irmão disse-me timidamente que eu escrevia bem.
Então é assim quando vier para Portugal aquele formato de programa que dão 5.000€ aos mal vestidinhos para ficarem todos bonitinhos, vocês juntam-se todos e nomeiam-me!!
As pessoas que eu mais admiro não são famosas, não escreveram um livro, não ganharam um Nobel, não são citadas, nem Googladas.
Ó menina Maria, tu vais-me explicar sff, como conseguiste que o mal encarado do Alberto te fizesse publicidade?!?!
Do melhor que me lembro da minha infância, foi de nunca ouvir nem sentir a(s) palavra(a) pressa, stress, limite, atraso, urgência, objectivos, bulling, pedófilia, rapto, hiperactividade, obesidade, diabetes, percentil, trauma, bronquiolites, AVC, FMI...

Se alguém souber onde se vende este brinquinho é favor de avisar a Js, sim?!?
Eu: - Sabes Nôno, desapareceu uma cadelinha que é da irmã da Professora da Francisca...
E depois eu meto uma ideia na cabeça e não há quem ma tire. E dou voltas e voltas, até me podem distrair com uma coisinha ou outra, mas acabo sempre por ir dar ao mesmo.
Sempre que falo com as outras mães, tenho a sensação que sou uma histérica ansiosa, controladora, galinha e que devia relaxar mais e controlar menos a vida ao minuto...